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A Chico o que é de Chico
Vocês podem tirar o – quero ser abrangente - jegue da garoa. Não vou escrever sobre filhos de peixes, herança genética, xarás que se unem, nada disso.
Ouvi raras vezes um jovem intérprete se lançar com tanto ímpeto e técnica. É um prazer constatar que Chico Faria não desprezou a emoção que faz parte dos veios mais autênticos e ricos de nossa música popular: a valsa, a seresta, o choro, o samba...
Dirá um sujeito com temperamento similar ao do Palhares nelsonrodrigueano, aquele que acendia guimba em círio de velório, que estou escrevendo a respeito do filho de um amigo ( é pra essas coisas) de toda a vida. É verdade e me orgulho disso. Mas as interpretações, sutilezas, graves e agudos de, por exemplo, “Samba do grande amor”, “As vitrines”, “Ilmo Sr. Ciro Monteiro” (música antológica, injustamente esquecida, e redimensionada em interpretação magistral de Chico Faria), “Leve”, “Carolina”, entre outras ao gosto do ouvinte, defendem-se por si sós.
A crítica e o público reconhecem um lançamento de categoria quando os grandes músicos, arranjadores e intérpretes convidados são mesmo coadjuvantes da estrela do disco.
No final do CD, muito emocionado com o novo desabrochar da Rosa, meu parceirinho Dudu Nobre ajudando no regador, verti lágrimas paternais, tomei outro Jack e pensei no eterno retorno do Expresso da Vitória.
Aldir Blanc
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